quarta-feira, 14 de maio de 2014

O deserto...

        “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto…” (Mt.4.1). 

 Se para se alcançar a salvação a passagem pelo deserto já é obrigatória, quanto mais para se fazer a obra de Deus. Todos os nascidos de Deus são obrigados a fazer um estágio no deserto. Foi assim com os patriarcas, com os profetas, com o Senhor Jesus e Seus apóstolos e, ao longo da história da fé cristã, tem sido assim com todos os seus heróis. Não há como evitá-lo.
Às vezes o cristão é levado ao deserto pelos seus erros: o seu pecado isola-o da presença de Deus até o momento em que ele busca e acha perdão, e Davi é um desses exemplos. Outras vezes ele é levado ao deserto por causa da sua fé, como foi o caso do profeta Elias quando fugiu de Jezabel, mulher do rei Acabe, para o deserto. O Senhor Jesus, por exemplo, foi levado ao deserto pelo Espírito Santo para ser tentado pelo diabo. É muito provável que Deus quisesse provar aos Seus filhos de que é possível vencer o diabo, mesmo estando vestido de carne e no deserto. As condições desfavoráveis em que o Senhor se achava não O impediram de vencer o diabo; a solidão, a fome e as tentações não O dobraram diante do diabo! O que significa o deserto, qual a sua função e por que Deus permite que sejamos levados para lá? O deserto é um lugar ermo, desabitado e carente de vegetação. Representa a solidão e o que é pior, o aparente abandono por parte de Deus. A sua função é variada: pode servir para impor uma lição de humilhação, como no caso de Miriã; pode servir para provar a nossa fé e preparar-nos melhor para o futuro. Também serve para ensinar a depender da fé ao invés de depender de nós mesmos. Seja lá por que motivo for, o deserto sempre produz resultados positivos para aqueles que suportam as suas provações. Não para os desertores, pois que estes ao fugirem do deserto, provam a si mesmos que foram chamados mas não escolhidos por Deus.

in Como Fazer a Obra de Deus de Edir Macedo (adaptado)