sábado, 14 de maio de 2011

Solidão!













Embora estejamos conectados o tempo inteiro, ligados 24 horas à tecnologia, falando com milhares de pessoas ao redor do mundo, chega uma hora em que nos sentimos sozinhos, desamparados. É a solidão. Mas que sentimento é esse que se apossa sorrateiramente do coração, deixando o mundo acinzentado e sem nenhuma premissa de esperança?

“A solidão é um sentimento que nos remete ao ato se sentir e perceber só, independentemente de quantas pessoas nos cercam e de quais funções e importância elas constituam em nossa vida”, diz Alexandre Bez, psicólogo especializado em Relacionamento pela Universidade de Miami, na Flórida, Estados Unidos.

Ele diz que embora todos nós nos sintamos sozinhos de vez em quando, em algumas pessoas essa característica pode ser mais forte. “Há pessoas que podem apresentar a característica de depressão em sua personalidade,  de tristeza, de insatisfação pessoal em seu interior, direcionando-se  ao isolamento, porque já constitui a solidão como um traço de seu temperamento. A pessoa até sente vontade e um certo desejo de sair dessa solidão , mas não tem condições emocionais para isso”, acrescenta.

Muitos associam a solidão a fatores externos, mas, ela é desencadeada por outros sentimentos negativos, na visão do especialista: “Muitas pessoas associam a solidão ao fato de não ter um relacionamento afetivo, mas esse sentimento acomete pessoas de todos os estados civis e idade. É um vazio e há que buscar a cura, pois a solidão, assim como uma enorme gama de sentimentos, parte de dentro para fora e não ao contrário. Por isso,  é inútil procurar nas pessoas um antídoto para ele. Pois quanto mais buscarmos nas pessoas que preencham esse vazio, mais só ficaremos, pois é um processo psicoemocional.”

Como amenizar o problema?

Na visão do psicólogo, em primeiro lugar é preciso descobrir a causa da solidão. “Se é medo, desilusão, timidez, comportamento introvertido, entre outros. Descobrindo essa causa, ficará mais fácil o tratamento. Quanto mais forte emocionalmente e preparado psicologicamente, o individuo for, menos ele sofrerá com os efeitos da solidão conseguindo administrá-los e praticamente ignorá-los, sem ter que tentar preencher esse espaço vazio com pessoas ou objetos.”

“Não sei mais o que é esse sentimento”

A estudante Cleide Sales soube bem o que é solidão. “Desde pequena tive problemas familiares. Meus pais se separaram quando eu tinha 12 anos de idade. Minha mãe trabalhava fora e eu ficava sozinha em casa tomando conta do meu irmão, que na época era um bebê. Como eu era muito nova e com muitas responsabilidades, fui me tornando introspectiva e isso desencadeou um sentimento de solidão. À medida em que eu ia crescendo, essa solidão só aumentava. Tornei-me uma pessoa independente, comecei a trabalhar, mas cada vez mais me tornava dependente desse vazio que havia em meu peito, que era constante em minha vida. Sentia falta de amigos, família, achava que a minha mãe não tinha tempo para mim. Eu chorava muito e perguntava para Deus por que eu me sentia tão só? O que faltava em minha vida? De que forma eu poderia acabar com aquele vazio?

Foi então que me voltei para Deus. Tomei a decisão de que não poderia viver amargurada e presa no meu mundinho. Olhei para o céu, abri o meu coração para que,nele, Deus fizesse morada. Hoje, não sei mais o que é esse sentimento. E, se alguma vez me sentir triste ( o que é normal em todo ser humano), fecho os meus olhos e busco a presença de Deus. Peço para ele visitar o meu coração e logo vejo a alegria de volta ao meu ser”, diz ela.

Fonte: Arca Universal

sábado, 7 de maio de 2011

O Ollho e a Luz!

O Olho e a Luz – o olho humano forma as imagens através de um fenómeno denominado refracção*, que ocorre quando o feixe de luz, vindo do ambiente externo, atravessa todo o globo ocular para formar a visão na retina, situada no fundo do olho. A incidência da luz na retina é que permite a formação das imagens. Então, cientificamente, não importa a proporção da luz, que nossos olhos se adaptam e conseguem formar as imagens das coisas a nossa volta. Claro que nem sempre são nítidas, depende de cada olho, entretanto, conseguimos ver.
Os olhos são como uma luz (Jesus a Luz do Mundo – João 4…) para o corpo: quando os olhos de vocês são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Porém, se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão. Assim, se a luz que está em você virar escuridão, como será terrível essa escuridão!
(Mateus 6:22)
Com certeza, pelo menos 01 vez na nossa vida cristã, já ouvimos esta palavra. Pois é, uma coisa é ouvir, outra, completamente diferente, é dar ouvidos! Há quem diga que eu gosto de bater sempre na mesma tecla… Talvez… Mas eu posso afirmar, que se estou a falar novamente sobre este tema, é porque, antes, Deus me levou a isso! E mais, se Deus me impulsiona a falar, é porque quer revelar coisas novas, tão nova quanto a sua Palavra a cada manhã…
Se os olhos são como uma luz para o corpo, se imagine em um terreno estranho e extremamente escuro… Depois de algum tempo, você consegue ver a luz da lua clareando o caminho, é natural sentir mais segurança, porque voltamos a ter direcção. Assim como um pequeno feixe de luz é capaz de nos mostrar o caminho e impedir que sejamos ferido ou mesmo, fiquemos perdidos. Nossos olhos reflectem exteriormente o que temos no interior. Quando nossos olhos estão focados no que é bom, conseguimos enxergar as situações positivamente, mesmo que o caminho mostre o contrário, porque somos luz, detectamos os “buracos” e fazemos “pequenos desvios” para garantir a segurança do corpo.
Da mesma forma que a refracção ocular nos permite formar as imagens na retina, os erros de refracção, faz com que nossa visão se torne turva, sem nitidez e naturalmente teremos problemas no percurso. Uma pessoa diagnosticada com erros de refracção tem a visão das imagens distorcidas, ofuscadas, pode ter dores de cabeça e dificuldade de enxergar em ambiente com muita incidência de luz. Erros de refracção ocular, quando não tratados correctamente, podem levar a perda total da visão.
Então, quando o Senhor Jesus nos deixou este precioso ensinamento, comparando os nossos olhos físicos com os espirituais, estava dando um alerta para a seriedade de perder a Luz da vida! Quando a pessoa deixa de alimentar a sua comunhão constante com Deus, sem perceber, sua vida vai ficando às escuras. Aí, não tem jeito, para esta pessoa, tudo é mal, porque dentro dela só há trevas, ela se habituou a viver na escuridão, naturalmente, não confia nas pessoas, está sempre em alerta para o mal, vive “com o pé atrás”.
Não adianta, quando os olhos estão mal, a pessoa nunca consegue ver o lado bom das pessoas, das situações, não é capaz de entender o mal que está causando a si própria e aos demais. É uma pessoa que está sempre julgando os outros, criticando, buscando defeitos, se achando cheia de razão e injustiçada. Ataca antes mesmo de ter a certeza que está sendo atacada!
Mas sabe, depois de toda esta aula de optometria, o que mais me chama atenção e eu penso que foi neste ponto que esta palavra se renovou para mim, foi quando o Senhor disse: “Assim, se a luz que está em você virar escuridão, como será terrível essa escuridão!” Observe que a luz pode virar escuridão!!! O pior cego é aquele que não quer ver!!! Conhece a Luz (Jesus), recebe a Luz, vive conforme a Luz e, a partir de um certo tempo, no caminho da vida, deixa a escuridão dominar o seu ser!!! Isso é gravíssimo!!!
Jesus não estava falando com cegos, com pessoas que nunca foram iluminadas. Ele estava se referindo àqueles que tiveram uma experiência com a Luz, que vivem na Luz, mas se não vigiarem, podem cair em densas trevas, e quando entram nas trevas, será uma terrível escuridão! Tudo o que a pessoa faz, mesmo que sua intenção “pareça” boa, dá errado, causa problemas, sofre consequências sérias. Prejudica a si próprio e aos demais. Acontece que não é justo os outros pagarem pela sua cegueira espiritual, mas isso se resolve, pior será Jesus voltar para levar Sua Igreja e você ficar de fora!!!
Vigie… Antes que a porta se feche e você sofra uma grande decepção!
Continua…
Publicado por D. Jana Gomes em “Jóias da Vida”